Pela UIT-QI
Com uma greve em Itália e ações em mais de 100 portos em todo o mundo, o dia de luta de 30 de outubro contra o genocídio e a guerra foi um sucesso. Em Itália, a União Sindical de Base (USB) paralisou os portos do país e organizou mobilizações massivas com centenas de milhares de pessoas em mais de 50 cidades. Juntamente com a juventude e os estudantes, as mobilizações denunciaram a cumplicidade do Governo de Meloni com o genocídio que Israel está a perpetrar contra Gaza e a Palestina.
Sob o lema “Os trabalhadores portuários não trabalham para a guerra!“, a greve na Itália foi acompanhada por bloqueios, paralizações, mobilizações e diversas ações de denúncia em várias partes do continente. 113 portos de 22 países na Europa, Ásia, África, América e Oceânia sofreram interrupções nas operações de carga, descarga e transporte, demonstrando a força da classe trabalhadora a nível internacional numa ação simultânea e sincronizada.
Às denúncias contra o genocídio na Palestina juntaram-se as denúncias contra as guerras, o aumento das despesas militares impulsionado por Trump e pelas potências europeias, bem como os cortes nas despesas sociais que destroem os direitos conquistados, como a saúde, a educação e as pensões, os salários e as condições de trabalho.
A jornada de luta foi convocada na sequência da Terceira Reunião Internacional dos Sindicatos de Estivadores e Trabalhadores Portuários do Mediterrâneo e da Europa, realizada em Istambul, em maio de 2026. Nesse evento internacionalista participaram organizações sindicais como a ‘CGT Ports et Docks‘ (França), ‘ENEDEP‘ (Grécia), ‘LAB‘ (País Basco), ‘Liman-İş‘ (Turquia), ‘ODT” (Marrocos) e ‘USB‘ (Itália).
As reivindicações apresentadas pela convocatória são claras: o fim imediato do genocídio do povo palestiniano, o fim das guerras de agressão travadas pelos Estados Unidos e por Israel no Sudoeste Asiático e contra o Irão; os portos não devem ser utilizados para transportar armas, munições, equipamento militar nem tropas com destino a zonas de guerra! Não à economia de guerra, aos planos governamentais de rearmamento e à militarização dos portos e infraestruturas estratégicas! Os acordos coletivos devem garantir aumentos salariais reais, emprego estável, redução da jornada de trabalho e um sistema de pensões digno, e denunciam que o progresso tecnológico, a mecanização, a automatização e a inteligência artificial não devem ser utilizados para eliminar postos de trabalho nem para prejudicar os direitos dos trabalhadores!
A jornada contou com o apoio do movimento internacional Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e de organizações como a Flotilha ‘Global Sumud‘, que se preparou para realizar bloqueios marítimos com cinco embarcações, a fim de denunciar os navios cargueiros que transportam armas e material bélico para alimentar a máquina genocida de Israel.
A partir da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI), acompanhamos as ações realizadas e manifestamos a nossa solidariedade para com as organizações sindicais que, em união, enfrentam o genocídio, o imperialismo e os grandes capitalistas que sustentam o Estado de Israel e o seu genocídio contra o povo palestiniano.