Libertação imediata para o médico palestiniano Hussam Abu Safiya

13 de Julho, 2026
1 min leitura

Pela UIT-QI

Hussam Abu Safiya é um médico pediatra que trabalhava na proteção da saúde do povo palestiniano, diretor do hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza. Foi detido ilegalmente pelas forças de ocupação de Israel em dezembro de 2024, no momento em que estas intervieram no hospital para o desocupar, alegando que o local era um “bastião militar de terroristas“. Hussam resistiu ao despejo e é acusado de ser colaborador do Hamas. A sua detenção é baseada na repreensível ‘Lei dos Combatentes Ilegais‘, com a qual Israel detém pessoas – entre elas outros 13 médicos de Gaza – ao abrigo de uma resolução administrativa, sem sequer lhes ser concedido um julgamento justo.

Durante os primeiros dias de julho, Hussam recebeu a visita do seu advogado, Nasser Odeh, que afirmou que o médico detido apresentava sinais visíveis de violência extrema e tortura e que teme pela sua vida. Abu Safiya encontrava-se detido na prisão de Ketziot e foi transferido para o centro de detenção de Rakevet, uma ala subterrânea do complexo prisional de Ayalon, onde as agressões e as torturas se intensificaram. “Talvez esta seja a última vez que me vejam com vida. Trouxeram-me aqui para me matar“, afirmou Hussam ao seu advogado.

Face ao agravamento do seu estado de saúde crítico e aos riscos crescentes para a sua vida, os apelos à libertação de Hussam Abu Safiya têm sido recorrentes, existindo vários recursos interpostos junto do Supremo Tribunal de Israel para que este liberte imediatamente Hussam e os 13 médicos detidos. Várias organizações, como o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária e a Comissão Internacional Independente de Inquerito sobre o Território Palestiniano Ocupado, exigiram a sua libertação imediata e, a nível mundial, diversas organizações convocaram ações e mobilizações em apoio aos médicos detidos.

A partir da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI), participamos no movimento global de apoio à Palestina e exigimos a libertação de Hussam Abu Safiya, dos 13 médicos detidos e dos mais de 9.500 presos políticos palestinianos que ainda se encontram sequestrados nas masmorras de Israel.

Ir paraTopo

Don't Miss