Abinader reúne-se com o genocida sionista Isaac Herzog na Costa Rica

11 de Maio, 2026
3 mins leitura

Pelo Movimento Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (MST), secção da UIT-QI na República Dominicana

O presidente Abinader voltou a manchar a política externa dominicana com gestos de subserviência e rendição perante o imperialismo e o fascismo. Na sua visita à Costa Rica, por ocasião da tomada de posse da presidente de direita daquele país, Laura Fernández, Abinader reuniu-se com o subsecretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, e com o presidente sionista Isaac Herzog. Nas suas conversas com Landau, segundo a própria assessoria de imprensa da presidência dominicana, Abinader discutiu a continuidade da participação do seu governo naquilo a que os EUA chamam de “guerra contra o narcotráfico“, que não é mais do que a fachada por trás da qual desenvolvem a sua política agressiva de controlo militar do Mar das Caraíbas e do Pacífico, com execuções em alto mar e até ataques ilegais contra países da região, como a Venezuela. Nesta política imperialista, o governo dominicano tem desempenhado um papel auxiliar, mesmo à custa de prejudicar a própria soberania dominicana ao ceder aeroportos e o espaço aéreo dominicano para uso militar pelos EUA.

Abinader também terá discutido a colaboração do seu governo com a intervenção imperialista no Haiti, sob o pretexto da chamada “Força de Repressão de Gangues para o Haiti” (‘GSF‘), através da qual foram destacadas tropas de ocupação estrangeiras para o país vizinho, com o apoio de Abinader. Nas suas conversas com o sionista Herzog, Abinader terá abordado temas como a gestão da água e a política agrária, bem como a realização em Santo Domingo, em agosto, de um evento de propaganda sionista intitulado “Fórum Latino-Americano contra o Antissemitismo“, promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, e que defende a adoção, por parte dos governos, da definição de antissemitismo da ‘Aliança Internacional de Memória do Holocausto‘ (IHRA), segundo a qual criticar o Estado de Israel pode ser considerado uma forma de antissemitismo.

Está demonstrado que numerosos antissemitas apoiam Israel, enquanto que opor-se ao Estado fascista e racista de Israel não tem nada de antissemita, pois muitas pessoas que praticam a religião judaica opõem-se ao Estado fascista de Israel e ao seu projeto de colonização da Palestina. Na República Dominicana, organizações neonazis abertamente antissemitas apoiam simultaneamente o Estado sionista de Israel e atacaram manifestações de apoio à Palestina, e organizações fundamentalistas evangélicas apoiam Israel com base na sua interpretação peculiar das profecias apocalípticas.

O governo dominicano, que é abertamente racista, apoia incondicionalmente o genocídio sionista contra o povo palestiniano. Abinader, com a colaboração da então ministra da Cultura, Milagros Germán, e da diretora do departamento do livro e da leitura, Ángela Hernández, dedicou a Israel a Feira Internacional do Livro de Santo Domingo de 2023, e depois, em pleno genocídio em Gaza, Abinader assinou acordos bilaterais com a entidade colonial do apartheid israelita, incluindo um acordo com a empresa israelita Mekorot, implicada no roubo de água ao povo palestiniano, e um acordo na área da educação.

Abinader tem favorecido importantes projetos de empresários sionistas na República Dominicana, em detrimento dos interesses do povo dominicano. Quanto a Herzog, uma comissão da ONU concluiu que ele era culpado de incitação ao genocídio e que deveria ser levado à justiça pelo Tribunal Penal Internacional. O Centro Internacional de Justiça para os Palestinianos (ICJP) exigiu a prisão de Herzog antes da sua visita ao Reino Unido em 2025. Personalidades e políticos judeus antissionistas, como Zack Polanski, lider do Partido Verde, juntaram-se à exigência de prisão de Herzog.

Ativistas dominicanos, em solidariedade com a Palestina e com o Movimento Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores, apelaram ao povo dominicano para que proteste contra a cumplicidade do governo dominicano no genocídio sionista e apoie a campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (‘BDS‘) contra Israel. Entre as empresas que operam na República Dominicana e estão envolvidas no apartheid contra o povo palestiniano encontra-se a empresa Carrefour, pelo que o apelo é para não comprar produtos nesta cadeia de supermercados.

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