Apesar da repressão no Egito, realizou-se uma grande marcha global pela Palestina

18 de Junho, 2025
2 mins leitura

Pela UIT-QI

Organizações dos países árabes, da Europa e de todo o mundo, convocaram uma marcha para Rafah, na fronteira sul da Faixa de Gaza com o Egito, para o dia 15 de junho, bem como marchas em todo o mundo, para exigir o fim do bloqueio à entrada de alimentos e água em Gaza, como também exigir o fim do genocídio perpetrado por Israel com o apoio de armas dos Estados Unidos e de outros imperialistas europeus. Nos últimos 20 meses desta mais recente invasão de Gaza, Israel já assassinou mais de 55.000 pessoas, e agora está a provocar a fome.

Na passada sexta-feira, milhares de pessoas chegaram ao Cairo, provenientes de 50 países, grande parte delas oriundos de outros países árabes do Norte de África, para iniciar a marcha, na qual também iriam participar milhares de egípcios. Mas as autoridades egípcias, cúmplices de Israel, bloquearam os manifestantes. Começaram por não responder aos pedidos de autorização para a marcha, detendo depois e reprimindo os manifestantes que já se encontravam no Egito reunidos em Ismailia (a 100 km do Cairo). Apreendendo-lhes os passaportes, prenderam-os e espancaram-os brutalmente, posteriormente expulsando do Egito os estrangeiros participantes na marcha.

Dias antes, no dia 9 de junho, soldados israelitas interceptaram o navio ‘Madleen‘ da organização ‘Flotilha da Liberdade‘, da ‘Coligação Flotilha da Liberdade‘ (‘Freedom Flotilla Coalition‘), no qual viajava a ativista sueca Greta Thunberg e a parlamentar europeia Rima Hassan, e que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os participantes foram detidos e deportados para os seus países.

Israel, com o apoio dos Estados Unidos e dos governos árabes cúmplices, como o do Egito, conseguiu impedir que a marcha chegasse à fronteira com Gaza. Contudo, não impediu que se realizasse uma gigantesca mobilização mundial contra o sionismo israelita e em apoio ao povo palestiniano.

Em todo o mundo, realizaram-se, na semana passada, manifestações de solidariedade com a Palestina e de adesão à marcha global contra o genocídio em Gaza.

No Estado Espanhol, houve mobilizações massivas em Barcelona, Madrid e em 120 cidades. Em Amesterdão, nos Países Baixos, saíram à rua cerca 150.000 pessoas vestidas de vermelho com bandeiras palestinianas, e da mesma forma, em Bruxelas, na Bélgica, 100.000 pessoas também marcharam. Houve ainda grandes marchas na Itália, Alemanha, França, Grã-Bretanha e outros países da Europa. Também nos Estados Unidos houve novas marchas pela Palestina. Entre as reivindicações dessas marchas está a cessação imediata do envio de armas a Israel provenientes dos Estados Unidos e da Europa.

Na África, no Sudoeste Asiático, na Ásia Oriental e na América Latina também se realizaram importantes manifestações. Na Argentina, no México, na Venezuela, no Brasil, na Bolívia e em quase todos os países latino-americanos sairam às ruas milhares, e destacamos a manifestação no Chile, com 15.000 pessoas, que exigiu o rompimento imediato de todas as relações com Israel.

Na Unidade Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras – Quarta Internacional (UIT-QI), lutamos pelo cessar-fogo imediato, pela retirada de todas as tropas israelitas de Gaza, da Cisjordânia, da Síria e do Líbano, e pelo fim da atual agressão criminosa contra o Irão. Pela libertação de todas as pessoas detidas pelo governo egípcio! Viva à heróica resistência palestiniana! Por uma Palestina única, laica, democrática e não racista! Palestina livre, do rio até ao mar!

A partir da UIT-QI, fizemos parte deste apelo a esta importantíssima marcha global e participámos ativamente nela. Defendemos a continuação desta unidade de luta internacional pela ajuda a Gaza, exigimos ao governo egípcio que pare de reprimir os manifestantes e permita a chegada de ajuda a Gaza, contra o genocídio promovido por Trump e Netanyahu! 

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