Vote 13! Derrotar a candidatura machista e misógina de Flávio Bolsonaro!

24 de Outubro, 2026
4 mins leitura

Pela Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), secção da UIT-QI no Brasil

Estamos em um momento decisivo do país, às mobilizações encabeçadas pela juventude que vem ocorrendo nas últimas semanas pelo vira voto mostram a urgência de derrotarmos a candidatura de extrema direita de Flávio Bolsonaro. Nós, feministas, que estivemos nas ruas contra os feminicídios, lutando contra a cultura do estupro e o patriarcado, contra os “red pill’s”1, pela criminalização da misoginia, por uma educação feminista nas escolas, e exigindo verbas para as mulheres não para os banqueiros, temos a tarefa urgente de votar no 13 para derrotar a extrema direita!

​Flávio Bolsonaro inimigo das mulheres!

Flávio Bolsonaro é investigado por suas relações financeiras e empresariais suspeitas com Daniel Vorcaro, incluindo repasses e transações comerciais sob suspeita da Polícia Federal. Mais do que isso, a trajetória política e as alianças de Flávio escancaram seu completo desprezo pela dignidade das mulheres:

‌​- Flávio escolheu como candidato a vice na sua chapa o deputado Alfredo Gaspar, político denunciado por estupro de vulnerável (envolvendo a acusação de violência contra uma adolescente de 13 anos). A possibilidade da presença dessa figura no topo do Poder Executivo é um escárnio contra as vítimas de abuso e violência sexual no Brasil!

-‌ ​Quando atuava como deputado estadual no Rio de Janeiro (Alerj), Flávio Bolsonaro votou expressamente contra o Projeto de Lei que visava proibir a venda de cartões-postais com imagens de mulheres seminuas, estimulando o turismo sexual no estado. Na ocasião, para justificar seu voto favorável à mercantilização do corpo feminino, o então deputado declarou abertamente que “a mulher brasileira também é um patrimônio turístico do nosso país”.

O caso Master expõe a exploração sexual das mulheres! 

O escândalo do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, expõe como a elite financeira utiliza seu poder econômico para promover o tráfico e a exploração sexual de mulheres, incluindo vulneráveis e refugiadas. Flávio Bolsonaro é investigado por suas relações financeiras e empresariais suspeitas com Daniel Vorcaro, incluindo repasses e transações comerciais sob suspeita da Polícia Federal.

Apurações da Polícia Federal e da imprensa revelaram uma rede de recrutamento em que mulheres eram tratadas como mercadoria para chancelar acordos financeiros e servir ao entretenimento privado de políticos e burocratas. As trocas de mensagens registram o machismo violento de uma classe dominante reacionária.

​Denunciamos a podridão estrutural do capitalismo, que mercantiliza a vida das trabalhadoras para satisfazer o balcão de negócios da burguesia!

​Não se trata de desvio individual, mas da imoralidade estrutural do Estado burguês, onde festas privadas, turismo sexual e tráfico de mulheres funcionam como moeda de troca para o favorecimento de grandes grupos financeiros!

​As denúncias e investigações apontam um rol de figuras de destaque na política e no Judiciário burguês beneficiadas ou vinculadas às operações de Vorcaro e à pauta da exploração sexual. Em destaque:

-‌ ​Também votou contra o Projeto de Lei nº1442/2008, que visava permitir o recolhimento imediato das armas de fogo de agentes de segurança pública denunciados por violência doméstica contra suas companheiras.

‌​- Articulou e assinou recursos para adiar e tentar barrar a votação do Projeto de Lei nº896/232 que inclui o crime de misoginia (ódio e discriminação contra mulheres) na Lei do Racismo.

‌​- Levantamentos de suas atividades parlamentares ao longo de quase 24 anos de vida pública (Alerj e Senado) mostram que propostas voltadas à segurança, proteção ou direitos da mulher representam menos de 1% do total de seus projetos apresentados.

Voto crítico em Lula no 2º turno para derrotar a extrema-direita!

Fora Flávio Bolsonaro! Ele não! E o filho dele também não! ​A Combativas reitera seu posicionamento de voto crítico na candidatura de Lula no segundo turno. Entendemos que derrotar eleitoralmente a extrema-direita é uma necessidade da nossa classe. Votamos no 13 e mantemos nossa total independência política!

​A extrema-direita reacionária e golpista conquistou posições perigosas no Congresso e no Senado, e essa bancada do capital e do retrocesso tentará blindar seus corruptos e impor ataques aos direitos dos trabalhadores eprincipalmente das mulheres e da população LGBTQIA+. Por isso é fundamental seguirmos mobilizadas e mobilizades para lutar por nossos direitos.

​Derrotar a extrema-direita nas urnas e nas ruas!

Punição aos exploradores sexuais e corruptos!

Afastamento imediato de Kassio Nunes Marques!

Investigação total e punição rigorosa para Daniel Vorcaro, todos os empresários e demais autoridades citadas e envolvidas na rede de tráfico de mulheres e na exploração sexual, com o devido afastamento de seus cargos públicos!

​Confisco dos bens dos corruptos e exploradores para serem destinados ao combate à violência contra a mulher e ao apoio às vítimas de tráfico humano!

​Contra a exploração sexual, o machismo e a corrupção do capital: Às ruas pela punição de todos os culpados! Pela aprovação do Projeto de Lei nº896/23!

Por educação feminista nas escolas!

Chega de feminicídio, lesbofobia e lgbtfobia!

Justiça por Allane, Layse e Tainara e todas as mulheres vítimas de femincídios!

  1. “Red pill” (‘Pílula Vermelha‘) é uma metáfora originada no filme Matrix (1999) que, no contexto atual da internet, representa o suposto “despertar” de homens para uma visão de mundo onde acreditam ser vítimas de uma sociedade dominada por mulheres e pelo feminismo. Surgiu em fóruns nos anos 2000 (Reddit, 4chan) e tem ganho força através das redes sociais e podcasts, muitas vezes disfarçado de “autoajuda” ou “liberdade de expressão“, sendo adotado por comunidades online masculinas (conhecidas como “machosfera“) para disseminar ideologias anti-feministas, machistas e misóginas. Prega que os homens perderam o seu espaço e poder na sociedade ocidental, encarando relações, amorosas ou não, como disputas de poder ou jogos de interesse. O seu discurso inferioriza as mulheres, objetificando-as e promovendo o ódio contra elas, rotulando-as como não confiáveis ou servis [↩]
  2. O PL nº896/2023 (conhecido como o PL da Misoginia) é um projeto que altera a Lei nº7.716/1989 (Lei do Racismo) e o Código Penal para criminalizar atos de ódio, aversão ou discriminação contra as mulheres. Equipara a misoginia a crimes de preconceito e racismo, tipificando condutas de discriminação, injúria e incitação à violência motivadas pela condição de gênero. Estabelece reclusão de 2 a 5 anos, além de multa, nos moldes das infrações penais previstas na legislação antirracismo [↩]
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