Tsunami Antifascista: seguir nas ruas com mobilizações e atos e virar votos contra Bolsonaro e Trump

17 de Outubro, 2026
5 mins leitura

Pela Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), secção da UIT-QI no Brasil

Onda antifascista é encabeçada pela juventude

Desde o resultado do primeiro turno, vemos uma onda de mobilizações puxadas pela juventude para reverter o cenário político da votação do dia 04/10. Os estudantes secundaristas e universitários do Rio de Janeiro foram os primeiros a sair às ruas. Logo depois, o Brasil inteiro foi tomado por manifestações estudantis. Em São Paulo, o dia 11/10 foi histórico, com mais de um milhão de pessoas na Avenida Paulista; do mesmo modo a gigantesca manifestação na orla de Copacabana. São milhões de pessoas nas ruas, nas maiores manifestações de nossa história, demarcando que a juventude e os trabalhadores querem derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno e vão votar 13 contra a extrema-direita e o imperialismo.

Enfrentar o Bolsonarismo, o Imperialismo e as BigTechs

Os atos por todo o país expressam que milhares de jovens e trabalhadores não se dão por vencidos e vão às ruas contra os ataques aos direitos sociais e as ameaças autoritárias. A única forma de sairmos vitoriosos no segundo turno é permanecendo nas ruas, virando votos e participando dos atos e conquistando mais pessoas para o voto no 13. Somente assim conseguiremos derrotar o projeto reacionário, negacionista e golpista de Bolsonaro, Trump e das BigTechs nas urnas e seguir lutando contra eles. São posições que precisamos combater nas ruas, por meio de atos unificados da juventude e da classe trabalhadora.

Está mais do que comprovada a absurda intervenção das BigTechs na campanha eleitoral, contra a campanha de Lula e em favor de Flávio Bolsonaro e de deputados como Nikolas Ferreira, com visualizações turbinadas pelos algoritmos da Meta; além da derrubada de perfis críticos aos EUA e à extrema direita. Exigimos punição dessas empresas e sua cúpula, abertura de todos os seus sigilos; confisco de seus bens e de seus executivos, e expropriação dos data centers em funcionamento em nosso país; bem como aplicação de medidas que ampliem a transparência de anúncios, moderação arbitrária, apagamento de perfis, financiamento de post, por meio de uma comissão independente formada por centrais sindicais, sindicatos do setor, entidades democráticas como ABI, OAB, movimento sociais como a UNE, APIB, ANTRA, MTST e especialistas, pesquisadores das universidades e movimentos sociais da área.

Fim da escala 6×1: seguir nas ruas para derrotar Flávio e Trump

O que fez o fim da escala 6×1 ser aprovado no Senado e no Congresso foram as manifestações massivas contra a escravidão moderna representada por essa jornada de trabalho. A vitória da classe trabalhadora e da juventude, que conseguiram derrotar essa jornada nefasta, deve nos dar fôlego para continuarmos nas ruas e derrotarmos de vez a extrema-direita, nas urnas e nas ruas.

Sabemos que a extrema-direita de Flávio Bolsonaro e companhia é contra o fim da escala 6×1 e quer implantar um regime de negociação entre patrão e trabalhador. Para derrotar esse projeto reacionário, combater os ataques aos direitos dos(as) trabalhadores(as) e lutar pela implementação do fim da escala 6×1, seguiremos nas ruas e viramos votos no 13. E seguiremos lutando pelas folgas obrigatórias nos sábados e domingos, bem como pelo projeto original do VAT: a escala 4×3 e 36 horas semanais.

Contra as pautas da extrema-direita

Estamos nas ruas para virar votos no 13, no dia 25/10, contra a extrema-direita. No entanto, a juventude Vamos à Luta segue independente do governo Lula e se posiciona contra as pautas que atacam a vida da juventude.

Infelizmente, Lula se posicionou favoravelmente à redução da maioridade penal para 16 anos. Discordamos dessa posição e acreditamos que ela dá fôlego à extrema-direita, que historicamente defende a redução da maioridade penal para encarcerar nossa juventude preta e pobre. Não defendemos que essa seja a solução para a segurança pública. O que, de fato, vai mudar a criminalidade em nosso país é o investimento massivo em educação, saúde, moradia e transporte público, além do combate às milícias e à corrupção da Faria Lima.

ABAIXO OS VORCARISTAS E BOLSONARISTAS NO TSE! Fora Kássio Nunes da condução das eleições de 2026!

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi transformado num puxadinho do comitê eleitoral de Flávio Bolsonaro. O ministro Kássio Nunes, indicado pelo ex-presidente Bolsonaro, atua rapidamente para atender Flávio, enquanto atrasa ou indefere solicitações de Lula. O TSE atuou com mão de ferro contra o canal “Exército do Lula”, mas deixa correr os grupos bolsonaristas e protege influenciadores da extrema direita.

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal e dados da COAF revelam relações e benefícios espúrios para o atual Manda-Chuva do TSE. Os diálogos mencionam a organização de uma festa em um triplex de Vorcaro. Outras notícias informam a existência de uma rede de tráfico de pessoas e prostituição de mulheres imigrantes, envolvendo menores de idade. Há ainda R$ 281,6 mil recebidos pelo filho do ministro de uma consultoria ligada ao dono do Banco Master.

O TSE faz dobradinha com as BigTechs. Por meio do Pregão Eletrônico nº 90026/2026, a Hughes Telecomunicações do Brasil, empresa ligada à Starlink, de Elon Musk, foi contratada pela justiça eleitoral. O contrato prevê mais de 1000 terminais satelitais em 13 unidades federativas (dentre elas a Amazônia), utilizando a infraestrutura da Starlink para fornecer conectividade em áreas remotas, para transmitir os dados das urnas até o centro de totalização do TSE, o que coloca em risco a lisura do processo eleitoral.

Há ainda a recente decisão do TSE, de 17 de outubro, que altera o local de votação de 4.352 seções eleitorais às vésperas da eleição, sem comunicação prévia aos eleitores envolvidos. São Paulo teve 982 seções alteradas; Minas Gerais, 514; Rio de Janeiro, 431; e Bahia, 312. Trata-se de uma mudança que envolve cerca de 1 milhão de eleitores, um dado que pode ser crucial em uma disputa apertada como a atual.

Há ainda motivos de sobra para impedir que o ministro continue à frente das eleições de 2026.

Seguir nas ruas para lutar e virar votos

Temos de ocupar as ruas e nos organizar para virar votos. Isso significa organizar brigadas de diálogo com pessoas diferentes de nós e com aquelas que estão indiferentes ao cenário atual.

É preciso nos manter organizadas em nossas entidades, em unidade com o contato com os sindicatos da classe trabalhadora, e nas ruas para enfrentar os ataques com métodos fascistas da extrema direita: contra universidades, florestas da Amazônia, povos indígenas, órgão públicos como a FUNAI, incêndios a igrejas católicas e terreiros de religiões de matriz africana, ações de grupos neonazistas, chacinas policiais, bem como outras ações terroristas da extrema direita. Além de estar preparado para ações desse tipo no dia da eleição.

É ocupar as ruas e virar votas! Vem com a gente!

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