Gaza resiste, a Palestina vive

5 de Agosto, 2024
14 mins leitura

Por Miguel Ángel Hernández, dirigente do Partido Socialismo e Liberdade (PSL), secção da UIT-QI na Venezuela, e da UIT-QI

Após 10 meses de genocídio em Gaza e ataques na Cisjordânia ocupada, Israel está longe de alcançar os objetivos militares com os quais iniciou a sua invasão da Faixa: destruir o Hamas e obter o controlo total do território.

Apesar dos bombardeamentos incessantes e indiscriminados que deixaram mais de 38.000 palestinianos mortos, na sua maioria crianças e mulheres, o exército sionista e Netanyahu não podem cantar vitória pois a resistência tenaz do povo palestiniano mantém-se, tanto militarmente como do ponto de vista da resistência popular, perante o cerco para matá-los de fome e sede.

Ao mesmo tempo, continua a crescer em todo o mundo um movimento massivo de solidariedade com a Palestina e de repúdio ao genocídio que Israel executa todos os dias em Gaza, cuja expressão mais significativa tem sido os acampamentos e protestos massivos de estudantes de numerosas universidades norte-americanas, fenómeno que se espalhou por todo o mundo com acampamentos semelhantes no Canadá, na Europa e outras regiões do planeta.

Israel e Estados Unidos empacados em Gaza

Apesar do genocídio, Israel e o imperialismo norte-americano encontram-se empacados em Gaza. O exército sionista teve de recuar para o norte da faixa, embora meses atrás tivessem anunciado o desmantelamento da resistência nessa zona de Gaza. No entanto, os combates continuam no norte e no centro da faixa. Também não conseguiram recuperar os 120 reféns nas mãos da resistência palestiniana, nem destruir o Hamas, que mantém certa capacidade militar para enfrentar a agressão.

A 7 de maio, o exército sionista anunciou a invasão terrestre de Rafah, no sul de Gaza, onde vivem um milhão e meio de gazatianos, muitos provenientes de outras zonas, obrigados a refugiar-se em campos improvisados em condições precárias, submetidos ao cerco de Israel, que impede a entrada de alimentos, água, medicamentos e combustível. Gerou fortes questionamentos de vários governos europeus e levou, hipocritamente, o governo norte-americano a “pedir” a Israel que protejessem os civis.

Meses após o início da ofensiva em Rafah, o exército sionista não conseguiu tomar a zona. Tudo isso evidencia as dificuldades que Israel está a ter para obter o controlo total da Faixa e liquidar a resistência palestina.

A crise mundial provocada pela operação militar em Rafah levou até mesmo o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) a ordenar que Israel suspendesse a invasão, embora se trate de uma medida meramente simbólica. O governo genocida de Netanyahu recusou-se a obedecer e, dois dias após a decisão do TIJ, ocorreu um novo massacre a oeste de Rafah, no qual aviões israelitas mataram 45 palestinianos e palestinianas.

A resistência continua ativa e luta em todas as zonas de Gaza. Em abril, três sargentos e um capitão do exército sionista morreram numa emboscada armada pela resistência palestiniana, em Khan Yunis, uma zona perto do centro de Gaza que o exército israelita tinha anteriormente informado estar completamente sob seu controlo.

Dias após o início da ofensiva sionista em Rafah, a resistência testou a sua capacidade de resposta e lançou vários ataques com foguetes ao centro de Israel, a poucos quilómetros de Tel Aviv. Estes ataques foram lançados a partir de Rafah, apesar da presença maciça de soldados sionistas na zona.

A resistência não se mantém apenas no campo militar, mas também se expressa no âmbito social e comunitário. Apesar dos bombardeamentos que afetaram ou destruíram 50% dos edifícios em Gaza, algumas escolas e hospitais estão a ser reconstruídos com ajuda internacional. Da mesma forma, são levadas a cabo iniciativas comunitárias, como aulas improvisadas para manter a educação das crianças; organizam-se para distribuir água e a pouca ajuda humanitária que chega, bem como para atender os deslocados.

A política imperialista dos dois Estados fracassou

No meio do impasse militar, os Estados Unidos, assim como a União Europeia, insistem na solução utópica e fracassada dos ‘dois Estados‘, pretendendo que Israel aceite um plano para criar “um Estado palestino”; algo redondamente rejeitado pelo atual governo sionista.

Neste contexto, Biden propõe um cessar-fogo com o apoio dos governos burgueses traidores do Egito e do Catar, e da Autoridade Nacional Palestina (‘ANP‘, anteriormente a ‘Organização para a Libertação da Palestina‘-‘OLP‘), presidida por Mahmoud Abbas, instalada na Cisjordânia. Uma proposta cínica, que surge depois de Biden ter apoiado a invasão de Gaza e que, na realidade, é fruto da crise política que vive no seu próprio país.

Em junho passado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma proposta de cessar-fogo, promovida pelos Estados Unidos, que incluía um plano de três fases para acabar com a agressão sionista. No entanto, as tentativas do imperialismo norte-americano de alcançar uma solução política fracassaram. O atual governo ultrarreacionário e fascista liderado por Netanyahu tirou a máscara no contexto do genocídio que tem vindo a executar em Gaza, deixando de lado o discurso duplo que se escondia por trás dos ‘dois Estados‘, ratificando assim a sua política de apartheid e limpeza étnica contra o povo palestino. É por isso que ocorrem os choques e atritos políticos entre o governo de Biden e Netanyahu.

Há até setores do Likud (o partido de Netanyahu), localizados no chamado “sionismo nacionalista”, que apoiam a ideia de anexar toda a Faixa de Gaza e Cisjordânia, no âmbito do projeto do “Grande Israel”. Outros, inspirados nessa visão, vão mais além, como o ‘Movimento Terra de Israel‘ (também conhecido como o ‘Movimento pela Grande Israel‘), composto essencialmente por colonos, e o “sionismo religioso”, e defendem a anexação das terras que vão do rio Nilo, no Egito, até o rio Eufrates, no Iraque, ocupando todo o território do Líbano, Jordânia e Síria.

Aprofunda-se a crise do sionismo

Desde janeiro de 2022, protestos contra a reforma judicial promovida pelo governo espalharam se por todo Israel, sendo talvez os mais multitudinários em 75 anos de existência do Estado sionista, evidenciando, pela primeira vez, a divisão e a crise do sionismo.

O ataque da resistência palestiniana aos colonatos sionistas a 7 de outubro de 2023 unificou momentaneamente toda a sociedade israelita contra os palestinianos, colocando um travão na crise política que se vinha a desenvolver em Israel e que tinha colocado em xeque o governo de Netanyahu.

O apoio aos bombardeamentos sobre Gaza e à subsequente invasão terrestre contou com o apoio da maioria da população israelita. Inicialmente, pensava-se que a operação seria de curta duração, mas à medida que a invasão se prolongou e o exército israelita não conseguiu recuperar os reféns nas mãos do Hamas e da resistência palestiniana, o desgaste do governo de Netanyahu e a exigência do regresso dos reféns foram aumentando.

Ficou claro que o governo de extrema direita liderado por Netanyahu pouco se importa com os reféns. Após oito meses da invasão, Israel conseguiu resgatar quatro reféns no passado junho, depois de ter libertado outros dois, dos 254 que foram capturados em outubro pela resistência palestiniana. Outros 105 foram libertados numa trégua com o Hamas em novembro de 2023, em troca de 240 prisioneiros palestinos, dos quais 107 tinham menos de 18 anos e três quartos não tinham sido condenados por nenhum crime. Restaram 120 reféns, dos quais cerca de 43 teriam morrido, a maioria devido aos bombardeamentos dos próprios aviões israelitas. Mesmo em dezembro do ano passado, o exército sionista matou três reféns por engano.

Assim, o movimento que exige o regresso dos reféns tem crescido exponencialmente nos últimos meses. Todos os sábados ocorrem mobilizações massivas em Tel Aviv, em Jerusalém (inclusive nas proximidades da casa de Netanyahu), bem como em outras cidades, exigindo também a demissão de Netanyahu e a convocação de novas eleições.

No seio do governo ultradireitista de Netanyahu, há uma grave crise política, gerada pela pressão das manifestações e pelo fracasso do governo em conseguir a libertação dos reféns.

Em junho, a crise manifestou-se no seio do gabinete de guerra com a renúncia de Benny Gantz e Gadi Eisenkot, ambos do partido Unidade Nacional, principal opositor ao governo do Likud, liderado por Benjamin Netanyahu. Gantz e Eisenkot são tão sionistas quanto Netanyahu, pertencendo ao setor que apoia a política fracassada do imperialismo norte-americano e europeu dos ‘dois Estados‘. Esta é uma ala do sionismo que se opõe à política de Netanyahu e ao setor mais ultradireitista do governo, que defende a limpeza étnica contra o povo palestino e o controlo total de Gaza, concordando mais com a política de Biden de chegar a um acordo com o Hamas para o cessar-fogo e a entrega dos reféns.

Assim, a política de Gantz e Biden colide com a política de Netanyahu, que procura o controlo político e militar de todo o território palestiniano, oposta à política imperialista dos ‘dois Estados‘. Eisenkot chegou a dizer mesmo, em janeiro, que “aqueles que defendem a derrota absoluta” do Hamas não estão “a dizer a verdade”. Netanyahu está ciente de que negociar um acordo com a resistência palestina nos termos acima mencionados significaria possivelmente a queda do seu governo e a sua morte política.

A guerra em Gaza gerou escassez de mão de obra devido à mobilização dos reservistas. Diante da necessidade de rodar os efetivos militares em Gaza, o Supremo Tribunal de Israel decidiu, em junho, que os judeus ultraortodoxos, que historicamente estavam isentos do serviço militar, fossem recrutados. Esta decisão do mais alto tribunal israelita gerou tensões e protestos entre os judeus ortodoxos, que vem a somar-se à crise que já vínhamos a descrever.

Por outro lado, a guerra em Gaza está a afetar a economia de Israel, provocando uma queda do PIB de 0,4% no último trimestre de 2023 e uma redução do consumo interno em 26,9%.

A novidade é o crescente isolamento internacional de Israel

Em nenhum outro momento da sua história, Israel esteve tão isolado internacionalmente. Toda a falácia da “única democracia do Médio Oriente” caiu por terra diante das imagens do genocídio perpetrado em Gaza, somado ainda ao avanço das novas colónias judaicas na Cisjordânia. A falsa ideia do pequeno país sitiado e obrigado a defender-se já não se sustenta, nem pode ser ocultada pelos meios de comunicação internacionais. Não tiveram outra escolha senão mostrar diariamente as terríveis imagens de crianças mortas e da destruição bárbara de Gaza, como não se via desde os anos da Segunda Guerra Mundial.

Após o 7 de outubro, Netanyahu e o seu governo de extrema direita deixaram de lado a história dos ‘dois Estados‘ e já não consideram necessário esconder o seu racismo e os seus planos de limpeza étnica contra o povo palestiniano.

Expressão desse isolamento é a ação movida a 29 de dezembro de 2023 pelo governo da África do Sul perante o Tribunal Internacional de Justiça, que acusa Israel de cometer genocídio contra o povo palestiniano em Gaza. À ação da África do Sul, juntaram-se os 57 países que integram a Organização para a Cooperação Islâmica (‘OCI‘), entre os quais o Egito, o Irão, o Iraque e a Turquia. Também juntaram a eles a Bolívia, a Venezuela, o Brasil, o Chile e a Colômbia. O governo deste último país rompeu relações com Israel e, no passado fevereiro, Lula caracterizou como genocídio as ações israelitas em Gaza, acrescentando que: “O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus“.

Por sua vez, altos funcionários dos governos da Holanda, Espanha, França, Chile e Reino Unido, e até mesmo um funcionário do Departamento de Estado norte-americano, rejeitaram as declarações de Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, e do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, nas quais promoviam a expulsão dos palestinianos de Gaza e o restabelecimento dos assentamentos e colonatos sionistas no enclave da Faixa.

Está a aproximar-se o fim do Estado de Israel?

A crise interna do sionismo pode estar a revelar a crise terminal do projeto de limpeza étnica iniciado em 1948, tal como afirma o historiador antissionista israelita Ilan Pappé.

Desde outubro de 2023, Israel está a perpetrar um genocídio brutal que não tem paralelo em nenhum outro momento da história da entidade sionista e que não pode ser comparado a nenhum dos inúmeros massacres executados contra o povo palestino, nem à Naksa1 de 1967, nem mesmo à Nakba, entre 1947 e 1948.

Este genocídio revelou a verdadeira face genocida e racista de Israel, que já não pode justificar as suas ações por trás do suposto direito à defesa. Tudo isto produziu um gigantesco e massivo movimento de solidariedade internacional com o povo palestiniano e uma crescente rejeição às ações militares em Gaza, o que, por sua vez, se traduziu, como já dissemos anteriormente, num isolamento internacional sem precedentes e crescente da entidade sionista. A magnitude desse isolamento e o fracasso do projeto imperialista dos ‘dois Estados‘ colocaram em discussão a possibilidade do desaparecimento do Estado artificial de Israel, algo que era impensável há poucos anos. Isso se expressa de forma concreta no slogan “Palestina livre, do rio até ao mar”, que se ouve massivamente nas manifestações em todo o mundo.

É um slogan que já existia, mas que agora foi assumido massivamente em todo o mundo. O slogan propõe o reconhecimento do território histórico da Palestina, do rio Jordão até o mar Mediterrâneo, o que, na prática, se traduz no desaparecimento do atual Estado de Israel.

Mais crises no imperialismo norte-americano e europeu

Embora os Estados Unidos e a União Europeia mantenham o seu apoio incondicional a Israel, as ações brutais levadas a cabo por Netanyahu e o seu gabinete de sionistas ultrarreacionários agravam a crise do imperialismo como um todo, enfraquecendo-o cada vez mais.

O genocídio bárbaro em Gaza já não pode ser ocultado. Todos os dias, os meios de comunicação e as redes sociais refletem o massacre indiscriminado de civis. A isto acrescentam-se outros elementos que enfraquecem ainda mais o governo de Biden e o imperialismo europeu. Um exemplo disso foi o ataque em abril por parte de Israel a um complexo de edifícios do consulado iraniano na Síria, no qual morreram vários conselheiros militares iranianos. Este bombardeamento israelita foi uma provocação efetuada por Israel para gerar uma reação do Irão com o objetivo de desviar a atenção do massacre em Gaza e conseguir que os seus aliados imperialistas lhe dessem, mais uma vez, o seu apoio incondicional, colocando o mundo em suspense diante da possibilidade de uma ampliação da guerra na região.

Nesse mesmo mês de abril, um ataque de Israel a um comboio humanitário, que levava alimentos, matou 7 trabalhadores humanitários da organização não governamental ‘World Central Kitchen‘. Este fato, que causou consternação mundial, ocorreu no contexto da fome em Gaza, causada pelo cerco israelita à faixa, que impede a entrada de alimentos e medicamentos.

Todos estes elementos, os contínuos massacres e ataques a hospitais, escolas e trabalhadores humanitários, aprofundam a crise do imperialismo e enfraquecem cada vez mais o governo de Biden e a União Europeia.

Os acampamentos universitários e a memória do Vietname

Cresce o repudio mundial pelos crimes que a entidade sionista está a cometer contra os palestinianos, levando milhões de pessoas a mobilizarem-se massivamente em todo o mundo em apoio ao povo palestiniano e em rejeição ao genocídio sionista em Gaza.

Mas o mais significativo são as mobilizações massivas em cidades da Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio, que deram um salto a partir de 17 de abril, quando os estudantes da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que têm uma longa tradição de lutas estudantis, iniciaram um acampamento nos espaços verdes do campus universitário, acendendo a faísca de um movimento que se espalhou como pólvora, atingindo mais de 60 universidades americanas.

O movimento espalhou se para 200 universidades em todo o mundo, com acampamentos estudantis semelhantes em cidades europeias, do Canadá, da Ásia e, em menor escala, da América Latina.

Nos acampamentos universitários que lembram os protestos da década de 1960 contra a Guerra do Vietname, a reivindicação é contra a política de Biden de apoio irrestrito a Israel. Os estudantes exigem que as universidades deixem de receber doações de Israel com as quais este país procura comprar consciências e que eliminem os investimentos que mantêm em fabricantes de armas.

Tudo isso está a aprofundar a crise do imperialismo e, em especial, do governo Biden, a apenas três meses das eleições presidenciais previstas para novembro. Os protestos e acampamentos estão a corroer o apoio do movimento estudantil, de organizações juvenis progressistas e antirracistas, tradicionalmente a base social do Partido Democrata.

Estima-se que 61% dos estudantes desaprovam da política de Biden em relação a Gaza. O apoio de Biden a Israel gerou uma queda notável na intenção de voto, passando de 60% para 45% entre os mais jovens.

Após 10 meses de agressão criminosa, o movimento não cessa. Pelo contrário, cresce e expressa-se de diversas maneiras. Estádios de futebol, basquetebol, concertos e outros espetáculos públicos são palco de protestos e manifestações pró-palestinianas. Artistas como Susan Sarandon, Dua Lipa, Demi Lovato, Cate Blanchet no Festival de Cannes, ou Mark Ruffalo ou Billie Eilish nas recentes cerimónias dos Óscares, entre muitos outros, aproveitam as suas plataformas para demonstrar a sua solidariedade com o povo palestiniano e a reprovação da política de apoio incondicional de Biden e o seu governo a Israel. No âmbito do Festival Eurovisão da Canção em Malmo, na Suécia, houve grandes protestos contra Israel, enquanto a sua representante Eden Golan foi vaiada durante a sua atuação.

Aprofundar a solidariedade mundial com a Palestina

Na Unidade Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras – Quarta Internacional (UIT-QI), apelamos à continuação do desenvolvimento da mobilização mundial até conquistar um cessar-fogo e a retirada imediata de todas as tropas sionistas do território histórico da Palestina.

A UIT-QI exige que os governos do mundo rompam relações diplomáticas, políticas, económicas, militares, académicas e culturais com Israel. Chega de financiar o genocídio! Chega de mortes por fome e doenças! Abram já as fronteiras para a entrada de ajuda humanitária! Não à invasão de Rafah! Israel fora de Gaza e de toda a Palestina! Que cessem as incursões e os ataques executados pelo exército sionista em Jerusalém e na Cisjordânia ocupada! Todo o nosso apoio aos houthis do Iémen! Por uma Palestina única, laica, democrática e não racista! Viva a Palestina livre, do rio ao mar!

  1. Traduz-se para “o revés”, foi a deslocação de cerca de 280.000 a 325.000 palestinianos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, quando os territórios foram capturados por Israel na sequência do ataque surpresa que deu início à Guerra dos Seis Dias de 1967. Na altura da cessação das hostilidades, Israel tinha ocupado os Montes Golã da Síria, a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, da Jordânia, e a Península do Sinai e a Faixa de Gaza do Egito. Até 1967, cerca de metade dos palestinianos viviam ainda dentro das fronteiras do território da antiga Palestina Mandatária, mas depois de 1967 a maioria vivia como refugiada noutros países []
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