Por Miguel Lamas, dirigente da Alternativa Revolucionária do Povo Trabalhador – Força (ARPT), secção da UIT-QI na Bolívia, e da UIT-QI
Donald Trump declarou que “a trégua foi quebrada“. O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado a 17 de junho de 2026, chegou ao fim. A 8 de julho, retomou os ataques e levou a cabo bombardeamentos intensos contra instalações petrolíferas, infraestruturas militares e populações da República Islâmica.
O acordo de 14 pontos, assinado por ambos os países, estabelecia uma “cessação permanente e imediata da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano“. Previa também a libertação de milhares de milhões de dólares em ativos iranianos congelados num prazo de sessenta dias e deixava em aberto uma fase seguinte de negociações. A partir deste acordo, foi reaberto o Estreito de Ormuz, por onde passa 22% do petróleo produzido no mundo.
Mas Israel, alegadamente sem autorização dos Estados Unidos, continuava a bombardear e a assassinar pessoas no sul do Líbano, que fazia parte do “cessar-fogo“. Já tinha ignorado o “cessar-fogo” em Gaza, onde assassinou mais de 70 mil palestinianos nos últimos três anos.
Essas ações levaram o Irão a retomar os bloqueios no estreito e agora são a desculpa dos Estados Unidos para romper a trégua e retomar os ataques. Perante isso, o Irão defende-se bombardeando bases militares norte-americanas em vários países árabes aliados e cúmplices dos Estados Unidos na região.
Da UIT-QI, apelamos a mobilizações unitárias no Sudoeste Asiático e no mundo, exigindo: Chega de bombardeamentos de Trump contra o Irão!