Pelo Partido da Democracia dos Trabalhadores (IDP), secção da UIT-QI na Turquia
Mais de 7000 profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, técnicos de laboratório e funcionários clínicos1, estão em greve há um mês na capital do Quénia, Nairobi.
Antes da greve em Nairobi, os profissionais de saúde (em alguns setores a partir de 22 de dezembro, em outros a partir de 8 de janeiro) organizaram uma greve em todo o país e, em muitos estados, conseguiram satisfazer as suas reivindicações e deram por terminada a greve. Nos estados de Nairobi e Marsabit, porém, as reivindicações dos trabalhadores não foram atendidas.
As principais reivindicações dos profissionais de saúde são a aplicação integral de todas as cláusulas do acordo coletivo assinado com o Ministério da Saúde em 2017. Além disso, salários atrasados, seguro de saúde insuficiente e más condições de trabalho também estão entre os problemas que esses trabalhaores enfrentam. O Sindicato dos Técnicos Clínicos do Quénia (Kenya Union of Clinical Officers – KUCO) anunciou que os funcionários clínicos continuarão em greve até que as suas reivindicações sejam totalmente atendidas a nível estadual e nacional.
- Profissionais de saúde que completaram uma formação alternativa de quatro anos, em vez da formação de seis anos necessária para ser médico no sistema de saúde pública do Quénia, e que, na prática, têm as mesmas funções e responsabilidades que os médicos em quase todas as áreas [↩]