Pela Esquerda Socialista (IS), secção da UIT-QI na Argentina
Um ano após a primeira grande marcha em resposta às declarações nefastas de Javier Milei em Davos em 2025, o movimento feminista e LGBTQIA+ convoca a Segunda Marcha do Orgulho Antifascista, Antirracista e Anti-imperialista, com diferentes mobilizações na Capital Federal de Buenos Aires e em várias províncias do país.
Recordemos que o #1F em 2025 foi a primeira mobilização massiva auto convocada, em que mais de um milhão de pessoas saíram às ruas para repudiar os discursos de ódio de Milei em Davos desse ano. Uma multidão tomou as ruas contra os ataques aos direitos conquistados pela comunidade LGBTQIA+, como a Lei de Identidade de Género ou a cota laboral para travestis e transgéneros, e contra os cortes nas políticas de combate à violência de género no país do #NiUnaMenos. Foi um grande impulso que abriu o caminho para muitas das lutas contra o governo de extrema direita. Esta mobilização não deve ser apenas uma comemoração do aniversário da data, mas deve voltar a ser um ponto de partida fundamental para todas as lutas que temos de travar pelos nossos direitos, e a poucos dias da discussão da reforma laboral esclavagista no Senado que, se aprovada, afetará de forma mais brutal as mulheres e as dissidências.
Neste #7F voltamos às ruas porque, só em 2025, houve um aumento de 70% nos ataques de ódio contra a comunidade LGBTQIA+, ao mesmo tempo que o governo eliminou os orçamentos para a prevenção e tratamento do HIV. Há uma política constante de ataque brutal contra um movimento que vem resistindo nas ruas, como demonstrou a massiva 34ª Marcha do Orgulho. Esta convocatória, fará parte de uma importante semana de lutas contra as reformas de Milei e seus cúmplices.
O #7F irá convergir com o plano de luta contra a reforma laboral esclavagista, que será discutida no Senado a 11 de fevereiro. Esta reforma afeta diretamente as mulheres e as minorias, que são maioria nos setores mais precários do mercado de trabalho, com maiores níveis de informalidade, salários mais baixos e menor estabilidade. Além disso, ela atinge especialmente aqueles que sustentam a maior parte das tarefas de cuidados, ao cortar licenças. Por isso, esta convocatória também levantará a exigência de que a burocracia sindical convoque de uma vez por todas uma greve geral e um plano de luta contra esta tentativa de retroceder os nossos direitos ao século XIX.
Por último, o apelo tem um caráter internacionalista. Denunciamos a política colonialista do ultradireitista Donald Trump e dizemos claramente: fora ianques da Venezuela e da América Latina! Também voltaremos a levantar a voz contra o genocídio do Estado sionista de Israel em Gaza e por uma Palestina livre do rio ao mar!
Na Esquerda Socialista (IS), convidamos a mobilizar com força este #7F para voltarmos a ser milhares nas ruas, num novo dia de orgulho antifascista e antirracista, e para que esta convocatória seja o início de uma semana de lutas contra o governo ultradireitista de Milei.
Contra os discursos e crimes de ódio!
Abaixo a reforma laboral esclavagista de Milei!