Pelo Movimento Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (MST), secção da UIT-QI na República Dominicana
Passaram-se três anos desde o início da mais recente fase do genocídio israelita contra o povo palestiniano. Três anos de assassinatos desenfreados, violência feroz e um terror de pesadelo. Mais de 74 mil palestinianos, dos quais mais de 20 mil são crianças, foram massacrados pelo Estado genocida de Israel. Outros tantos milhares permanecem sob os escombros e centenas de milhares ficaram feridos.
São três anos de pais que nunca mais voltarão a ver os seus filhos, de crianças que nunca mais voltarão a andar, da fome usada como arma de guerra e de Gaza reduzida a escombros e vidros pela máquina bélica fascista de Israel, com o apoio dos EUA e da Alemanha, bem como a cumplicidade do governo dominicano e de muitos outros governos.
O projeto genocida israelita remonta a muito antes, mesmo antes da fundação do Estado sionista de apartheid em 1948. Desde o seu início, o sionismo foi um projeto de colonização, tal como o descreveram os seus fundadores, entre os quais Theodor Herzl. Para alcançar os seus objetivos, a colónia precisa de desapropriar e expulsar o povo palestiniano das suas terras; trata-se de um projeto genocida. É por isso que a ONU definiu o sionismo como uma forma de racismo em 1975. Este ano, o Partido Verde do Reino Unido também adotou a definição de que o sionismo é racismo.
Desde o suposto cessar-fogo, anunciado pelos EUA há um ano, mais de mil palestinianos foram assassinados por Israel. A Cisjordânia Ocupada sofre agora pogroms sem precedentes contra os palestinianos: as suas oliveiras são queimadas, as suas terras confiscadas e as suas casas destruídas.
Os fanáticos sionistas cristãos na República Dominicana e noutros países consideram o assassinato de milhares de pessoas como um direito divino e o cumprimento de uma profecia bíblica. Mas o conflito não é, na sua essência, religioso, mas sim colonial: Israel é um Estado moderno que, com o apoio do imperialismo, nega o direito do povo palestiniano à existência.
Os tempos estão a mudar. Nestes três anos, trabalhadores, estudantes, ativistas, académicos, milhões de pessoas levantaram-se contra o fascismo, ocuparam universidades, fizeram greves, enviaram ajuda humanitária, e protestaram. Unidos, entoámos o hino da fraternidade e da solidariedade. Da Terra do Fogo a Tóquio, de São Francisco a Madrid, milhões de pessoas marcharam e protestaram contra os governos cúmplices de Israel, contra a morte e a destruição; expressando uma indignação justa e legítima.
Nos EUA, dezenas de candidatos da Socialistas Democráticos da América (DSA) classificaram as ações dos terroristas sionistas como genocídio; em toda a Europa, África e Ásia, as pessoas deixaram clara a sua mensagem, apesar da criminalização da oposição ao apartheid sionista. Um caso especialmente grave é a proibição antidemocrática da ‘Palestine Action’ no Reino Unido e a perseguição a ativistas na Argentina e no Brasil. Apesar de tudo, a solidariedade com a Palestina continua a crescer.
Na República Dominicana, o governo de Abinader comprou armamento ao Estado terrorista sionista; influenciadores e jornalistas viajaram para Israel com todas as despesas pagas para apoiar o genocídio. Em pleno genocídio, Abinader assinou acordos com Israel e aderiu à definição de antissemitismo da Aliança Internacional de Memória do Holocausto (‘IHRA‘), que criminaliza as críticas a Israel. Apesar dessa aliança Abinader-Netanyahu, cada vez mais dominicanos percebem as mentiras do apartheid israelita e dos seus aliados.
Temos de aumentar a pressão contra o governo dominicano e as empresas que apoiam o genocídio, como o Carrefour e a Caribbean Cinemas, para que mudem a sua posição. Permitir que a Palestina morra é também deixar morrer aquilo que faz com que o mundo e a própria vida valham a pena. As nossas ações de solidariedade devem ser mais determinadas, mais corajosas e mais humanas. Não deixemos que o mundo se consuma nas sombras do fascismo e do racismo. A luta pela liberdade palestiniana é a luta por um mundo melhor.
Exigimos o rompimento das relações diplomáticas com o Estado genocida de Israel!
Boicote ao Carrefour, ao McDonald’s e a todas as empresas da lista da campanha BDS!
Fora a Mekorot da República Dominicana!
Palestina livre!