Pela UIT-QI
A Flotilha Global Sumud volta a navegar pelo Mediterrâneo e a percorrer por terra o norte de África para chegar a Gaza. Partirá no dia 29 de março com mais de 100 barcos e mobilizações em muitos países para colocar em prática, mais uma vez, a maior missão da história em solidariedade com a Palestina.
A nova iniciativa surge no contexto do falso acordo de paz de Trump e do anúncio do “Conselho de Paz“, com a qual o imperialismo procura aprofundar a colonização em Gaza e em toda a Palestina histórica, e que, longe de trazer a paz, permitiu que Israel violasse mais de 1.500 vezes o cessar-fogo e assassinasse mais de 550 pessoas. Neste contexto, os líderes da Flotilha Global Sumud denunciaram: “o catastrófico fracasso dos governos e das instituições internacionais em deter o genocídio, o cerco e a fome em massa e a destruição sistemática da vida civil em Gaza por parte de Israel”.
Nesta ocasião, a Flotilha será acompanhada por um enorme comboio terrestre paralelo que tentará chegar a Gaza através da passagem de Rafah com “mais de 1000 médicos, enfermeiros e profissionais de saúde em resposta à fome em massa, ao trauma e ao colapso do sistema médico de Gaza“. Enquanto Trump planeia a construção de 180 arranha-céus de luxo, a Flotilha procura chegar a Gaza juntamente com centenas de educadores, engenheiros e grupos de reconstrução, que farão parte da missão com o objetivo de apoiar a sobrevivência e recuperação da comunidade.
A partir de 29 de março, os navios e o comboio seguirão em direção a Gaza, e a Flotilha deverá ser acompanhada por grandes mobilizações que apoiem a iniciativa, pois, como afirmou Mandla Mandela – ativista da Flotilha e neto de Nelson Mandela – “Nós nos reunimos na Flotilha Global Sumud porque entendemos que, como coletivo mundial, podemos isolar Israel do apartheid, desmantelá-lo e colocá-lo de joelhos, tal como fizemos com o apartheid sul-africano“.
A partir da Unidade Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras – Quarta Internacional (UIT-QI), voltaremos a apoiar esta nova iniciativa por mar e por terra, tal como fizemos no ano passado. Fazemos parte do movimento mundial em solidariedade com Gaza e lutamos ao lado de centenas de organizações pela retirada imediata de todas as tropas israelitas de Gaza e da Palestina. Dizemos basta aos bombardeamentos e assassinatos e exigimos a libertação de todos os presos políticos palestinianos que ainda permanecem encarcerados.
Palestina livre do rio ao mar!