Um funeral em massa na Palestina prestou homenagem a 112 palestinianos encontrados entre os escombros

5 de Agosto, 2026
1 min leitura

Pela UIT-QI

Na terça-feira, 2 de agosto, o povo palestiniano despediu-se de 112 pessoas, num funeral em massa realizado em Gaza. Os 112 corpos foram recuperados debaixo dos escombros, mais de três anos depois de um bombardeamento violento por parte de Israel que matou 308 pessoas das famílias Abu Sharia e Al Hassaina. Entre os corpos das famílias do mesmo núcleo, encontram-se dezenas de crianças e mulheres; uma prova da criminalidade genocida de Israel.

A cerimónia foi descrita por líderes palestinianos como o maior funeral da história palestiniana. Com os corpos cobertos por bandeiras palestinianas e ao som de cânticos de luta, milhares de pessoas percorreram as ruas do bairro de Sabra, onde ocorreram os bombardeamentos. Posteriormente, os corpos foram sepultados no cemitério Sheikh Shaaban, no centro da cidade de Gaza, agora em ruínas.

A mobilização maciça que caracterizou o funeral coletivo comoveu os povos do mundo e demonstrou que, apesar das atrocidades sofridas, o povo palestiniano continua a possuir um elevado ânimo e capacidade de resistir e viver entre os escombros e os assassinatos que ainda persistem.

Ainda na passada sexta-feira, 31 de julho, Israel assassinou 18 pessoas em Gaza, entre as quais se encontravam crianças e mulheres. Desde que foi declarado o falso “acordo de paz“, em outubro de 2025, Israel assassinou 1.230 pessoas e feriu mais de 4.000; entretanto, Israel mantém a ocupação militar de 70% do território de Gaza, onde ainda se encontram 8.000 cadáveres sob os escombros.

As mobilizações em apoio à Palestina que percorrem diversas cidades do mundo, a par de várias manifestações de solidariedade internacional que se traduzem em eventos culturais, artísticos e desportivos, impõem um crescente isolamento político e global a Netanyahu e a Israel. O funeral e as mobilizações demonstram que a luta pela expulsão das tropas sionistas e genocidas de Gaza e a luta mundial por uma Palestina livre do rio até ao mar continuam a desenvolver-se e procuram triunfar.

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