Relatives and friends mourn over the bodies of five Palestinian journalists who were killed by an Israeli airstrike in Gaza City at the Al-Aqsa Hospital in Deir al-Balah, Thursday, Dec. 26, 2024. (AP Photo/Abdel Kareem Hana)

Israel mata 6 jornalistas enquanto cresce o repúdio global ao genocídio

12 de Agosto, 2025
2 mins leitura

Pela UIT-QI

Depois das grandes mobilizações do sábado, 9 de agosto, e o ‘Dia de Ação Mundial de Solidariedade com a Palestina‘, Israel bombardeou uma tenda de imprensa, matando o correspondente principal da Al Jazeera, Anas al-Sharif, e três dos seus colegas, juntamente com mais dois jornalistas. A tenda da imprensa, devidamente identificada, estava localizada em frente ao portão principal do Hospital al-Shifa, na cidade de Gaza, e os jornalistas morreram com os seus coletes de imprensa. Uma mensagem pré-gravada por Anas al-Sharif confirmou o seu assassinato: “Se estas palavras chegarem até si, Israel conseguiu matar me“. Na segunda-feira, uma mobilização levou os jornalistas ao cemitério Sheikh Radwan, em Gaza.

O assassinato dos jornalistas não é um erro de cálculo, é parte da política israelita para silenciar os jornalistas que, a partir do território, informam democraticamente o mundo sobre as atrocidades cometidas durante este genocídio. Desde que os ataques do sionismo começaram após o 7 de outubro, 274 jornalistas já foram assassinados, 269 dos quais palestinianos, um número superior ao de jornalistas mortos nas duas Guerras Mundiais. Israel justificou a sua ação criminosa afirmando que Anas al-Sharif era membro militar do Hamas. Esses argumentos falsos também foram usados contra outros jornalistas, que muitas vezes foram ameaçados e perseguidos por Israel para que abandonassem o território e parassem de informar.

O dia mundial por Gaza, 9 de agosto

No dia 9 de agosto, grandes manifestações em apoio à Palestina decorreram em várias partes do mundo. Em ações anteriores, mais de 300 mil pessoas mobilizaram-se na Austrália, e centenas de milhares no Japão. O genocídio perpetrado por Netanyahu em Gaza, o uso da fome como arma de guerra, o assassinato de mais de 61.000 pessoas e as novas ameaças de Netanyahu de ocupar toda a Faixa de Gaza desencadearam o ódio mundial contra as ações de Israel.

Israel tem recebido a rejeição maciça dos trabalhadores, da juventude e de milhões de ativistas que começam a organizar para aprofundar a mobilização, as ações de boicote e pressionar firmemente os governos para que retirem o apoio a Israel. As ações de 9 de agosto, convocadas pelo Movimento Global para Gaza, foram tomadas pelo conjunto do ativismo mundial e representaram um novo salto na mobilização mundial, abrindo um novo período na luta contra o genocídio e a aprofundar o isolamento mundial de Israel.

Desde a Unidade Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras –  Quarta Internacional (UIT-QI), fazemos parte da mobilização mundial e apostamos na maior unidade nas ações para derrotar o genocídio perpetrado por Israel. Saudamos as mobilizações em todo o mundo e nos solidarizamos com as novas ações, como as ‘Flotilhas’ que procuram romper o bloqueio criminoso e a fome. Exigimos a abertura imediata das fronteiras e a entrada maciça de alimentos, água, medicamentos e profissionais de saúde. Exigimos a todos os governos do mundo que rompem de imediato as relações económicas, políticas, culturais, académicas e diplomáticas com o Estado genocida israelita. Repudiamos o assassinato de Anas al-Sharif e dos mais de 270 jornalistas assassinados, e nos unimos ao apelo mundial para que Israel garanta a livre cobertura jornalística. Dizemos: Fora Israel da Palestina! Não ao genocídio! Abram as fronteiras! Alimentos, água e medicamentos para a população de Gaza! A Palestina vencerá, do rio até ao mar! Por uma Palestina única, laica, democrática e não racista!

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