Panamá: 36 anos após a invasão; Nem esquecimento, nem perdão!

20 de Dezembro, 2025
2 mins leitura

Por Proposta Socialista (PS), secção da UIT-QI na Panamá 

A 36 anos da sangrenta invasão dos Estados Unidos ao Panamá, o imperialismo norte-americano, hoje em evidente decadência, continua a saquear os povos através de agressões diretas e políticas de imposição.

Continuamos a viver as consequências dessa agressão imperialista contra o nosso país. Como espólio de guerra, o imperialismo impôs um acordo em 1990 com o governo de Endara, no qual estabelece todas as condições para que sejam aplicadas as medidas das instituições financeiras internacionais, começando pelo pagamento da dívida externa. TODOS OS GOVERNOS PÓS-INVASÃO CUMPRIRAM À LETRA. Vimos as privatizações de empresas estatais, título constitucional do canal e lei da ACP (Autoridade do Canal do Panamá) para garantir que o canal sirva aos interesses estrangeiros e não aos nacionais, a entrega de territórios às multinacionais através de zonas francas (como o Panamá-PacíficoDavis e a ‘Cidade do Conhecimento‘), bases militares mantidas através das aeronaves e SENAFRONT (força policial da fronteira terrestre)  e que o governo capitulador de Mulino culmina com o chamado ‘memorando de entendimento‘ que acabou por ceder a nossa soberania ao império norte-americano (assinado a 9 de abril deste ano, viola a soberania do Panamá ao permitir que continuem a saquear os recursos naturais, e concede um tratamento preferencial para os navios comerciais e militares norte-americanos). Isto depois de uma repressão brutal às organizações sindicais, gremiais e movimentos sociais.

A chamada política de “segurança nacional” do governo de Donald Trump reafirma esta estratégia de pilhagem e dominação. No caso do Panamá, ela expressa-se na reinstalação de bases militares para atacar os povos da América Latina, e dirigir a política interna do país na educação e saúde, através da intervenção da embaixada em atividades políticas, jurídicas e sociais.

Hoje, o imperialismo também avança na sua agressão contra a Venezuela, declarando um bloqueio total aos petroleiros que entram ou saem do país. Trump chegou ao extremo de afirmar que o petróleo e as terras da Venezuela pertencem aos Estados Unidos, da mesma forma que declarou que o Canal do Panamá é sua propriedade. Trump disse abertamente que a Venezuela está bloqueada e que isso continuará “até que devolvam aos Estados Unidos da América todo o petróleo, terras e outros bens que anteriormente nos roubaram“, revelando que o seu verdadeiro objetivo é apropriar-se do petróleo, dos minerais e de todas as riquezas naturais do país.

Os Estados Unidos procuram aprofundar a pilhagem das semicolónias e subjugar os nossos povos para garantir os lucros das grandes corporações e do capital financeiro internacional. Esta política não é dissimulada. Pelo contrário, é ostentada, pelo saque, destruição, extermínio, e limpeza étnica levada a cabo pelo Estado sionista de Israel contra a Palestina, em benefício das transnacionais norte-americanas, com destaque para o negócio imobiliário.

Esta política não se limita a um único país: aplica-se em toda a América Latina. Para enfrentá-la, é indispensável a unidade e a mobilização dos povos, fortalecendo a organização popular e a solidariedade internacionalista frente à ofensiva imperialista e seus aliados locais.

A luta é única e continental

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