Pela UIT-QI
Na sexta-feira, 6 de fevereiro, ocorreu uma greve internacional e a maior mobilização internacional coordenada de portos até à data. A greve foi realizada contra a “economia de guerra” em vinte e seis portos europeus, entre eles os de Bilbau, Tânger, Pireu, Mersin, Génova, Livorno, Trieste, Ancora e Gioia Tauro. As organizações denunciaram a militarização dos portos, o genocídio israelita ainda em curso na Palestina, o tráfico de armas e a atual corrida ao armamento. O protesto denunciava “o imperialismo e a violação do direito internacional e em defesa da autodeterminação dos portos“. A greve internacional foi promovida pelo coletivo ‘CALP‘ (‘Collettivo Autonomo Laboratori Portuali‘) de Génova, principal porto italiano, que goza de uma posição estratégica para o comércio europeu e a indústria militar do continente, e a União Sindical de Base (Unione Sindacale di Base – USB), o sindicato que, durante 2025, organizou quatro greves portuárias e de estivadores e uma grande mobilização popular junto com o movimento estudantil, quando Israel sequestrou os participantes da Flotilha Global Sumud.
Grandes mobilizações também ocorreram na Austrália, quando, no domingo, 8 de fevereiro, o presidente israelita, Isaac Herzog, visitou o país. Diante de sua visita, promovida pelo primeiro-ministro Anthony Albanese, decorreu uma grande mobilização em várias cidades, onde milhares de pessoas saíram às ruas para repudiar aquela visita e demonstrar solidariedade à luta do povo palestino.
A solidariedade com a Palestina denunciou que Israel assassinou mais de 500 pessoas desde que o cessar-fogo foi assinado. Israel intensificou a sua agressão com vários bombardeamentos sobre Gaza e campos de refugiados como o de Yan Junis, assassinando mais de 30 pessoas desde 31 de janeiro, enquanto a passagem de Rafah continua fechada, despertando novamente a repulsa mundial.
Estas ações, juntamente com o anúncio da Flotilha Global Sumud de partir novamente para Gaza no próximo dia 29 de março, expressam que o repudio mundial contra o genocídio de Israel continua a ser um forte fator de mobilização na luta por uma Palestina livre do rio ao mar.