Realizou-se o 1.º Congresso dos Trabalhadores Unidos

23 de Setembro, 2026
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Realizou-se, nos dias 19 e 20 de setembro, em Lisboa, o 1.º Congresso dos Trabalhadores Unidos (TU), reunindo os delegados para discutir a situação nacional e internacional e definir as principais tarefas políticas e organizativas para o próximo período. Recentemente, o partido Trabalhadores Unidos foi legalizado pelo Tribunal Constitucional. Chegamos a este Congresso depois de uma campanha que reuniu mais de 8.500 assinaturas e contou com o apoio de trabalhadores, jovens e organizações e militantes que reconheceram a necessidade de dar espaço político a uma alternativa dos trabalhadores, independente do governo e dos patrões.

O Congresso do TU contou com a presença de vários convidados internacionais, em representação da UIT-QI (Unidade Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional), da Lucha Internacionalista, no estado espanhol, e da Corrente Socialista das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, do Brasil. Recebemos também saudações de várias organizações pertencentes à UIT-QI, como os nossos partidos irmãos na Turquia, Venezuela, México, Chile e Argentina, onde a a Izquierda Socialista, integrante da FIT-U (Frente de Izquierda y de Trabajadores-Unidad) participava, ao mesmo tempo, na multitudinária “marcha da bronca” contra o governo ultra direitista de Javier Milei.

O Congresso analisou a situação política mundial, marcada pela política de Trump, pelo agravamento das rivalidades entre as grandes potências e por uma crescente desordem internacional. Em Portugal, debatemos a ofensiva do Governo da AD contra a classe trabalhadora, expressa de forma particularmente brutal nas alterações à legislação laboral, que atacam direitos conquistados, facilitam a precarização e reforçam o poder dos patrões. A ofensiva atinge também os trabalhadores migrantes, através de políticas migratórias de exploração e discriminação, e a população LGBTQIA+, com ataques aos seus direitos e às condições de vida. O Congresso destacou a necessidade de responder a cada um destes ataques através da mobilização e da unidade da classe trabalhadora contra este governo e a extrema direita, reafirmando a construção de uma alternativa política baseada na unidade, na independência de classe, na organização e na luta.

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