Pela UIT-QI
Após quase dois meses e meio de bombardeamentos intensos e indiscriminados sobre Gaza e a Cisjordânia ocupada, e 51 dias após o início da invasão terrestre do exército sionista à Faixa de Gaza, o balanço é um verdadeiro genocídio contra o povo palestiniano.
Mais de 8.000 crianças e 6.000 mulheres assassinadas, ou seja, 70% dos 19.453 palestinianos assassinados em Gaza; mais de 50 mil feridos; quase dois milhões de deslocados; hospitais e escolas destruídos. Além disso, 280 jovens palestinianos foram assassinados na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém, desde o passado dia 7 de outubro.
A resposta a esta agressão criminosa de Israel, apoiada pelo imperialismo norte-americano e europeu, tem sido um poderoso movimento mundial de solidariedade em todos os continentes. Milhões de pessoas mobilizaram-se nos Estados Unidos e no Canadá, bem como nas capitais e principais cidades europeias, e especialmente nos países árabes e do Sudeste Asiático.
Até mesmo Tel Aviv tem sido palco de mobilizações contínuas. Milhares de familiares dos reféns nas mãos do Hamas marcharam exigindo que Netanyahu negocie para resgatar os reféns. A indignação aumentou ao saber-se recentemente que o exército sionista assassinou três reféns “por engano“, apesar de estes exibirem uma bandeira branca e falarem em hebraico. Isto demonstra que os soldados sionistas não fazem distinção entre combatentes e civis, têm ordens para disparar à discrição e pouco se importam com os reféns; apenas querem concluir a limpeza étnica iniciada há 75 anos e assumir o controlo de toda a Faixa de Gaza.
O genocídio já está a passar a conta ao governo de extrema-direita de Netanyahu. O próprio Joe Biden advertiu-o de que Israel estaria a perder apoio internacional, sugerindo-lhe que mudasse o seu governo, que classificou como o “mais conservador da história de Israel“. Ao mesmo tempo, de forma hipócrita, exortou o regime sionista a “evitar que civis palestinianos inocentes sejam feridos e assassinados“, depois de, graças ao seu apoio incondicional, quase 20 mil palestinianos terem perdido a vida.
Biden fez estas declarações no mesmo dia em que a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução apelando a um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza. É revelador que essa resolução, vetada pelos Estados Unidos, tenha sido aprovada por uma maioria esmagadora de 153 Estados-membros, com 10 votos contra e 23 abstenções, um número maior de países do que numa resolução anterior, de outubro, que apelava a uma ‘trégua humanitária‘, aprovada por 121 votos a favor, 14 contra e 44 abstenções. Isto evidencia que Israel começa a ficar cada vez mais isolado internacionalmente, à medida que os seus crimes são revelados. As imagens das crianças assassinadas não podem ser ocultadas e percorrem o mundo através dos meios de comunicação e das redes sociais.
Apesar dos bombardeamentos implacáveis em Gaza e das contínuas incursões na Cisjordânia, a resistência do povo palestiniano contra a agressão sionista continua. Enquanto isso, Israel isola-se internacionalmente. É necessário continuar a aprofundar a mobilização maciça dos povos do mundo e envolver o heróico povo palestiniano na mais ampla solidariedade internacional.
A partir da UIT-QI, continuamos a impulsionar a unidade de ação e a solidariedade através de todas as nossas secções, nos diferentes países onde estamos presentes, até derrotar a agressão sionista.