A expulsão dos diplomatas cubanos reflete a total subordinação de Abinader a Trump

13 de Agosto, 2026
1 min leitura

Pelo Movimento Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (MST), secção da UIT-QI na República Dominicana

O governo de direita do PRM (Partido Revolucionário Moderno) anunciou a expulsão de nove diplomatas cubanos, sem explicar os motivos por trás desta medida. Esta medida surge na sequência do encerramento das embaixadas cubanas no Equador e na Costa Rica, outros dois governos que, juntamente com o Panamá e a República Dominicana, fazem parte da chamada “Aliança para o Desenvolvimento em Democracia“, que agrupa governos antidemocráticos e de direita subordinados aos EUA e que também integram o ‘Escudo das Américas‘ (‘Shield of the Americas‘) de Trump.

Cuba encontra-se sujeita a um bloqueio petrolífero por parte dos EUA, na sequência da intervenção militar de 3 de janeiro contra a Venezuela. O governo imperialista de Trump ameaçou levar a cabo ações militares contra Cuba e anunciou a ativação de operações secretas da CIA na ilha, intensificando as agressões contra o país caribenho.

O governo de Abinader, por seu lado, cedeu a soberania dominicana aos EUA, entregando o território nacional e o uso dos aeroportos do país às forças aéreas norte-americanas a partir do final de 2025. O acordo, prejudicial aos interesses nacionais, foi renovado em maio deste ano. Além disso, em outubro de 2025, o governo de Abinader absteve-se na votação na ONU contra o bloqueio norte-americano a Cuba. Abinader alinhou-se com todas as políticas do imperialismo norte-americano, desde o genocídio sionista em Gaza e a guerra de agressão dos EUA contra o Irão, até pedir uma invasão imperialista contra o Haiti, apoiar a repressão do regime boliviano e declarar o “Cartel dos Sóis“, a Guarda Revolucionária do Irão e o Hezbollah como supostas organizações “terroristas“.

O governo de Abinader está tão submisso perante os seus senhores norte-americanos que aceitou acolher pessoas de países terceiros deportadas dos EUA, tornando-se assim cúmplice das violações dos direitos humanos cometidas por Trump contra a população imigrante nos EUA. Não há limites para a subserviência perante os EUA por parte do ministro dos Negócios Estrangeiros Roberto Álvarez e do presidente Abinader.

Rejeitamos o bloqueio petrolífero contra Cuba e as ameaças de agressão militar por parte dos EUA, bem como a participação de Abinader e do seu governo nessa política de agressão contra um povo irmão das Caraíbas. É o próprio povo cubano que deve decidir, de forma democrática, com pleno direito a organizar-se política e sindicalmente, sem bloqueios nem agressões imperialistas, o destino de Cuba.

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